Consórcio Nova Via Mobilidade vence leilão e vai assumir operação dos trens da SuperVia

Imagem: Henrique Freire/Governo do Rio de Janeiro


O Consórcio Nova Via Mobilidade, formado pelas empresas Nova Via Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégicas e Magna Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégicas foi o vencedor do leilão para assumir a operação dos trens da SuperVia. O consórcio, que foi o único a apresentar propostas, apresentou um desconto de 0,06% no valor da tarifa de remuneração de R$ 17,60, conforme o edital. 

Cabe lembrar que, apesar da similaridade do nome, o consórcio não tem relação com a ViaMobilidade paulista, empresa do grupo Motiva (antiga CCR) que opera linhas de trem e metrô na região metropolitana de São Paulo.

O valor estimado do contrato é de cerca de R$ 660 milhões para cinco anos de concessão — com possibilidade de renovação por mais cinco anos conforme desempenho e metas contratuais. A transição das operações está marcada para ser realizada a partir do mês de março, evitando as interrupções do serviço, e marcando o fim da operação da SuperVia nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro, que ganhou a concessão em 1998.

Novo modelo de contratação

O novo contrato prevê a remuneração para o operador por quilometragem rodada, ou seja, o Governo do Estado paga diretamente a concessionária pelo serviço prestado, não dependendo mais da remuneração direta pela tarifa, como é feito atualmente. O contrato também prevê que o Estado tenha um controle maior na fiscalização, com punições mais rigorosas para o operador.

SuperVia e Estado garantiram transição tranquila

Imagem: Divulgação/SuperVia

A malha ferroviária atualmente atendida pela SuperVia possui 270 km de extensão, 104 estações e transporta diariamente mais de 300 mil pessoas, segundo dados de 2023. O sistema vem sendo operado desde 1998 pela SuperVia Trens Urbanos, que venceu o processo de concessão do sistema que era operado até então pela Companhia Fluminense de Trens Urbanos - FLUMITRENS. Em 2023, a Mitsui, controladora japonesa da SuperVia, comunicou ao Governo do Estado que não tinha mais interesse em operar o sistema de trens metropolitanos, e citou a perda de receita pela pandemia, o prejuízo com furtos de cabos e o congelamento da tarifa na época como impeditivos na continuidade da concessão. 

Em 2024, o Governo do Estado e a SuperVia assinaram um acordo para a transição da operação do sistema de trens para outra empresa, com a intenção de garantir a continuidade tranquila entre a então concessionária e o futuro operador, sem quaisquer riscos ou interrupções para a população.