O perigo na Serra da Grota Funda

Antes de existir o Corredor do BRT Transoeste e também o Túnel da Grota Funda, a Av das Américas, na parte de Guaratiba, era apenas uma pista de mão dupla com alguns trechos bastante esburacados. Quem quisesse chegar no Recreio e na Barra da Tijuca, a única opção na época era atravessar a Serra da Grota Funda. Um caminho bastante perigoso, onde aconteciam muitos acidentes durante anos deixando muitos feridos e até mortos. Na época, a maioria dos acidentes aconteciam com os ônibus das linhas 882, 854, 855 e outras linhas que passavam na serra e também na Av das Américas.

Sempre que acontecia um acidente na Serra envolvendo ônibus do 882! O trânsito praticamente parava e as pessoas levavam horas pra chegar em casa ou no trabalho. Um exemplo desses tá nas fotos abaixo onde dois ônibus da Pégaso na Linha 882 bateram de frente na Av das Américas em Guaratiba, na altura do CETx, onde hoje fica o BRT CETx ( Centro Tecnológico do Exército). Nesse acidente mais de 75 passageiros ficaram feridos e o estado mais grave foi de um dos motoristas que teve um traumatismo craniano. Esse acidente ocorreu a 10 anos atrás no dia 26/10/2009.




Um outro acidente na descida da Serra da Grota Funda, já na divisa entre Ilha e Barra de Guaratiba, próximo ao posto de gasolina, foi uma batida envolvendo 3 ônibus. Pelas informações, um 867 estava parado no ponto e veio um veículo da 882, perdeu o freio, não conseguiu parar e se chocou na traseira do 867. Atrás dele veio outro ônibus da 882 e também se chocou. Pegou em cheio a traseira do primeiro 882 que já havia se chocado com o 867. 



E por fim um acidente também envolvendo dois ônibus da 882 em 2011 que desciam a serra no sentido Recreio, onde um bateu na traseira do outro e deixou muitos passageiros feridos. Agora com o Túnel da Grota Funda e o viaduto que passa pelo bairro de Ilha de Guaratiba, além do fim de várias linhas, não há mais ônibus subindo e descendo a serra. Com isso, os acidentes com coletivos cairam para praticamente 0. Acidentes ainda acontece, principalmente com caminhões e carros de passeio, mas não é tão constante como antes.